Business Orchestration: de automatizar tarefas a orquestrar operações inteiras

Em parceria com a UiPath, a Smarthis discute por que integrar tarefas automatizadas não é mais suficiente e o que muda quando pessoas, sistemas, dados e agentes de IA passam a operar como uma única operação coordenada.
Depois de anos investindo em automação, muitas empresas chegaram a um platô. Possuem dezenas de robôs, plataformas de dados e, mais recentemente, agentes de IA, mas operando de forma isolada, sem uma camada comum de coordenação. O resultado é um ambiente tecnologicamente maduro que, ainda assim, permanece operacionalmente fragmentado, com pouca visibilidade sobre a jornada completa e dependências manuais entre sistemas que deveriam conversar entre si.
É esse o problema que o conceito de Business Orchestration busca resolver: a coordenação de pessoas, sistemas, dados, automações e agentes de IA ao longo de um processo de negócio de ponta a ponta, tratando essas capacidades como partes de uma mesma operação, com governança e visibilidade sobre sua execução.
Segundo Rodrigo Ferreira, CTO e fundador da Smarthis, essa mudança redefine o próprio critério de maturidade em automação:
"Durante muito tempo o mercado mediu o sucesso pela quantidade de robôs implementados. Agora a lógica muda completamente. O foco deixa de ser automatizar tarefas isoladas para coordenar toda a operação da empresa, conectando inteligência artificial, dados, pessoas e sistemas em uma única jornada."
De automações isoladas a uma estratégia operacional: o papel do BOAT
Essa mudança de lógica tem nome: BOAT (Business Orchestration and Automation Technologies), conceito que reúne as tecnologias e capacidades usadas para automatizar, integrar e orquestrar processos empresariais de ponta a ponta. Business Orchestration é a lógica de coordenação; BOAT é o conjunto de tecnologias que a coloca em prática, combinando diferentes formas de automação e IA conforme a etapa do processo, com pontos de validação humana onde forem necessários.
Para Mauricio Grohs, Vice-presidente Regional da UiPath, essa evolução é uma resposta direta ao avanço da inteligência artificial dentro das operações:
"Estamos entrando em uma nova fase da automação empresarial. Mais do que automatizar atividades específicas, as organizações precisam coordenar pessoas, sistemas e agentes inteligentes de forma integrada, com governança e visibilidade. O BOAT representa essa evolução ao transformar automação e inteligência artificial em uma estratégia operacional capaz de gerar resultados em escala."
A urgência desse tema cresce com o avanço da IA Agêntica (Agentic AI). Um agente de IA pode interpretar informações, executar tarefas e tomar decisões. Mas uma operação corporativa raramente depende de um único agente isolado: ela envolve sistemas empresariais, bases de dados, regras de negócio e diferentes níveis de participação humana. Por isso, implementar agentes de IA sem estrutura de coordenação não transforma uma operação. Apenas desloca o problema da automação para a IA.
O que muda na agenda de quem lidera tecnologia e operações
Segundo a Gartner, até 2030 o sucesso do CIO dependerá menos de possuir a entrega de tecnologia e mais de orquestrá-la pela empresa toda. Essa mudança já começa a se refletir na forma como organizações avaliam suas iniciativas de automação e IA. Para os líderes de TI essa discussão tem implicações concretas. A capacidade de coordenar quando um agente deve atuar, quais informações pode acessar, quais sistemas deve acionar e em que momento uma pessoa precisa decidir se torna um requisito de governança, não um detalhe técnico. É essa integração que permite que agentes de IA avancem de experimentos pontuais para aplicações em escala, com rastreabilidade e intervenção humana quando necessário.
Como resume Rodrigo Ferreira:
"Quando diferentes tecnologias trabalham de forma integrada, a empresa deixa de apenas automatizar tarefas e passa a coordenar operações inteiras. É isso que permite escalar ganhos, ampliar a inteligência sobre os processos e criar organizações mais ágeis e preparadas para incorporar agentes de IA de forma segura e governada."
Smarthis e UiPath: orquestrando essa transição
A Smarthis é uma consultoria brasileira de tecnologia especializada em inteligência artificial, agentes de IA, dados, automação e orquestração de processos. Em parceria estratégica com a UiPath, líder global em automação empresarial, a companhia apoia empresas na transição de automações isoladas para operações coordenadas, da priorização de oportunidades à implementação, governança e evolução contínua das soluções.
Nesse contexto, Business Orchestration representa uma mudança de perspectiva. O objetivo deixa de ser automatizar mais tarefas e passa a ser conectar e coordenar melhor toda a operação.
Repercussão
Essa discussão sobre Business Orchestration, BOAT e o papel dos agentes de IA nas operações teve repercussão em mais de 15 veículos especializados em tecnologia, inovação e negócios, entre eles Infor Channel, Startupi, Crypto ID e Jornal Empresas & Negócios.
---
Se sua empresa já automatizou processos e começa a testar agentes de IA, mas ainda não tem clareza sobre como coordenar essas iniciativas com governança e visão de operação, esse é o momento de conversar com quem já ajuda organizações a fazer essa transição. Fale com nossos especialistas e entenda como estruturar sua camada de Business Orchestration.

.webp&w=1920&q=75)


.webp&w=1920&q=75)
